Categoria: mala

Rotina dificil.

Todo dia é a mesma coisa…

Sair de Niterói é uma verdadeira guerra…

Neste momento, ainda estou há exatos 30 minutos na rua de saída do meu bairro na tentativa sofrida de pegar a ponte nossa de cada dia.

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a maior segunda-feira do ano.

já virou lugar comum dizer que a segunda-feira, 05 de abril de 2010, foi o dia que o Rio definitivamente parou.

você caro leitor, também já deve ter lido, visto e derrepente vivido situações complicadas nesse dia/noite que tá dando pano pra manga até agora.

como o trabalho aqui é informar meu cotidiano nessa selva de pedra que temos residência fixa, sinto-me obrigado a relatar a saga de 10 horas na volta para casa nesse fatídico dia.

quando as pessoas perguntam o porque fiz questão de voltar para meu lar, informo aos senhores que realmente não tinha dimensão do colapso que me aguardava nas vias públicas mais importantes da cidade.

peguei um coletivo vindouro de jacarepaguá na passarela 6 da av. brasil, principal via expressa do rio, extamente às 20:40 min. a tal passarela é a famosa em frente a fundação oswaldo cruz FIOCRUZ. fiquei feliz. e acreditando que minha epopéia poderia ser apelidada de mini-epopéia. uma vez que, se o ônibus que peguei chegasse logo ao seu destino (praça XV) pegaria uma barca e logo logo estaria na hoje famosa niterói.

lêdo engano. o veículo passou rapidamente pela brasil e logo chegou na rodoviária novo rio. dali, não mais saiu.

eram 21:00 horas em ponto. pela janela via-se um rio passando acima das rodas do carro a qual estava. o mesmo não ia pra frente e muito menos para trás. descer, nem pensar. perigava ser arrastado pela correntesa. pelo nó que se encontrava o trânsito e a chuva que não dava um só minuto de trégua, a pergunta que passava na cabeça de todos os passageiros inclusive na deste que vos escrevem era o que farei la fora?

lentamente a hora passava. o motorista manteve o carro ligado para que o mesmo não morresse. contribuindo dessa forma, com o desconforto e nervoso por estar ali, naquele lugar. com fome, sede, sono, frio, e muito nervoso por querer logo chegar em casa e poder finalmente descansar de verdade e merecidamente.

para encurtar a história, eram 2:40 da manhã quando o coletivo começou a voltar andar lentamente. o motorista, para nossa sorte, repetia com orgulho que amava fazer bandalha. principalmente para chegar mais rápido a seu destino final. nesse momento, o sorriso volta tímido ao meu rosto.

desci no ponto final, e logo peguei o transporte  de número 100. que aqui em niterói chamamos de “toda hora tem“. mais um momento que meu sorriso volta a brilhar naquela madrugada fria, chuvosa, e tortuosa.

transcorreu o caminho perfeitamente. apesar desse condutor, diferente do anterior, não se preocupar muito com o tempo e a pressa dos milhares de trabalhadores famintos e encharcados residentes nos bancos daquele coletivo. parecia ônibos de turismo em cidade histórica, com direito a locução e tudo.

finalmente a ponte. o susto era passado, pois percebemos que o trânsito na via apelidada no passado de “o milagre da engenharia” transcorria tranquilamente. deu até para tirar um merecido e despreocupado cochilo, já que a casa estava próxima e breve estariamos tomando uma chuveirada quente e consumindo um alimento reconfortante para o equilibrado relaxamento.

mais uma vez, lêdo engano.

ao chegar na praça do pedágio, pára todo o trânsito mais uma vez.

só ali, na frente de caminhões de transporte de cargas, ficamos exatamente mais 1:30 min parados.

chega-se no terminal de ônibus. o lugar parecia pátio de fábrica na hora do lanche. LOTADO de trabalhadores. esperamos mais uns 30 minutos, e logo logo mais um tímido, porém cansado, sorriso no canto do meu rosto. veio o coletivo que passa em frente a minha residência.

pequena comemoração dos populares (olha eles ai de novo!!!!) e sorriso tímido em todos os rostos.

debaixo da chuva insistente, seguimos rumo ao nosso destino.

calma aí. tá pensando o que?

lêdo engano mais uma vez…

a chuva que assolou o Rio de Janeiro aquela noite, também passou e ficou um bom tempo em Niterói. derrubando barreiras, alagando ruas, fazendo motoristas abandonarem seus carros, e não deixando a terra de araribóia de fora do caos que estava sendo distribuído a qualquer terreno.

andamos algumas quadras, até chegar no início da avenida do contorno. e ali ficamos. tudo alagado. em qualquer via que tentava-se um caminho alternativo, tinha um bloqueio de carros de passeio abandonados ou de uma piscina com água até acima do joelho. mais uma vez, sem opção.

a situação foi bem crítica, como poderam ler. mas para o complete, lhes informo que adentrei em meu lar por volta das 7:10 da manhã da terça-feira, 06 de abril de 2010.

dores nas pernas, fadiga, cansaço, fome, sede, desespero, nervorsismo, dúvida, frio, ansiedade. solidariedade, conversa, partilha, preocupação da família e amigos, celular, música, oração, e fé de que nada de ruim acontecerá.

Foram esses sentimentos, reações e elementos essenciais para sobreviver as temidas 10 horas vividas por este que vos escrevem a dois anos para chegar em casa na última segunda-feira dia 05 de abril de 2010. o dia do caos.

como não poderia deixar de ser, seguem algumas fotos do cansativo e superado teste de resistência. carros abandonados, o cansaço dos passageiros, a janela do abafado ônibus toda embaçada.

juro que tentei.

tá difícil trabalhar com o wordpress, a qual hospeda nosso blog. tentei por inúmeras vezes colocar a foto do posto 6 tirada no último sábado de aleluia e não tive sucesso. sem contar, as vezes que não conseguimos carregar a página para atualizar as informações passadas aos senhores. tá difícil, tá difícil.

segue abaixo, a tentativa número 11 em colocar a imagem captada em meu celular no sabadão do feriado. 1, 2, 3, vai…

ué, num era secreto?

tenho dois amigos paulistas que não se falam até hoje por conta da inicial regra estabelecida por esse bar secreto. e agora, parece que o ditocujo virou mainstrean, como gostam de falar os pseudo-modernos.

bem bobeira, vou logo avisando. ou melhor, escrevendo.

teve uma festa com o justice* só para convidados. apenas um deles angariou o convite. o outro por sua vez, insistiu no passe free sem sucesso. sem sorte, pressionou o amigo da onça para pelo menos dar o endereço do antes secreto bar para vestir a manha carioca e tentar “cozinhar” a porteira, ops, hosstess do evento até sua entrada ser liberada. vocês sabem o que o da onça respondeu? “não posso dar o endereço porque o bar é secreto.” dãããã. inacreditável que ele não falou o endereço meeesmo. e tá essa birra babac* até a presente data.

e o maldito bar que era secreto e agora não mais é, tá aí ó. bem bem e lucrando horrores.

lamentável vocês dois heim. vê se para de palhaçada, eu heim, grande grande…

*(banda/dupla de djs francesa de música eletrônica soturna, com visual punk a-lá vivienne westwood em escola de nerds, comportamento piégas e antipatía ímpar. pois é, ser antipático é questão de estilo. para alguns… dizem que nessa festa, a dupla saiu de uma salinha  VIP só para tocar. e quando lá estavam, só dirigiam a palavra para poucos amigos íntimos e os empresários da surface to air que bancou a tour dos rapazes por essas bandas. sem comentários…  mas o som é phoda!)

momento twitter.

  • @sabão? tais araújo, ops, helena acaba de dar um modesto tapa na cara do vovô garoto josé mayer. foi bem fraco. nem tirou a maquiagem…
  • @sabão? caso isabella nardoni. expectativa para o veredicto. (copiado do globo news).
  • @sabão? que calor né?
  • @sabão? ai ai
  • @sabão? o bush tá com nojo do haiti. pra que qui foi então?!?!?!
  • @sabão? ai
  • @sabão? ui
  • @sabão? ui ui

cara. o twitter é um saco né?!?!?!

aqui no brasil com a tarifa de telefonia móvel sendo a 2ª mais cara do mundo, fica difícil, com exceção dos viciados e os bem economicamente equipado$, acompanhar a chatice do twitter.

fui a uma palestra no jornal o globo, não lembro o tema please, a qual o escritor joão paulo cuenca falava que estava em uma mesa redonda sobre um livro seu, quando derrepente, ao ver os micro posts em seu aparelho celular tinha a informação da morte do michael jackson. onde, bancando o espírito de porco comunicou o falecimento do rei do pop a sua platéia.

tá tudo bem, informações on line, on time e full time, como já disse aquele jornal. mas é muito chato aquilo tudo… uma tempestade de desabafos corriqueiros que sinceramente dá sono. e eu lá quero saber se a preta gil tá escovando os dentes ou testando uma tintura nova em um salão de ipanema?

tenho uma conta, ou seria microblog, no twitter. mas como me conhecem bem, gosto de verdade dos textos longos, análises, questionamentos e, digamos, escrever bastante, muito mesmo. quase uma tese. e definitivamente, no twitter não dá. pois de acordo com as regras, lá nós estamos limitados aos 140 caracteres.

mas o passarinho azul mais famoso da grande rede exerce sua função social. a ONU, os jornais e revistas mais importantes do mundo, presidentes, artistas descolados, e uma penca de pessoas interessantes estão teclando até 140 letrinhas por micro post. mantendo nós, seres sedentos por novidades e informações, antenados e ligados nos últimos acontecimentos dos quatro cantos do grande globo.

assim. faço as pases com esse tal de twitter se as operadoras de celular reduzirem as tarifas para o chamado serviço 3G, e de uma vez por todas a tecnologia seja acessível a todos residentes do lado de cá do equador.

pode ser incoerência, mas tô pensando em um twitter para o sabão?