Categoria: culturex

ué, num era secreto?

tenho dois amigos paulistas que não se falam até hoje por conta da inicial regra estabelecida por esse bar secreto. e agora, parece que o ditocujo virou mainstrean, como gostam de falar os pseudo-modernos.

bem bobeira, vou logo avisando. ou melhor, escrevendo.

teve uma festa com o justice* só para convidados. apenas um deles angariou o convite. o outro por sua vez, insistiu no passe free sem sucesso. sem sorte, pressionou o amigo da onça para pelo menos dar o endereço do antes secreto bar para vestir a manha carioca e tentar “cozinhar” a porteira, ops, hosstess do evento até sua entrada ser liberada. vocês sabem o que o da onça respondeu? “não posso dar o endereço porque o bar é secreto.” dãããã. inacreditável que ele não falou o endereço meeesmo. e tá essa birra babac* até a presente data.

e o maldito bar que era secreto e agora não mais é, tá aí ó. bem bem e lucrando horrores.

lamentável vocês dois heim. vê se para de palhaçada, eu heim, grande grande…

*(banda/dupla de djs francesa de música eletrônica soturna, com visual punk a-lá vivienne westwood em escola de nerds, comportamento piégas e antipatía ímpar. pois é, ser antipático é questão de estilo. para alguns… dizem que nessa festa, a dupla saiu de uma salinha  VIP só para tocar. e quando lá estavam, só dirigiam a palavra para poucos amigos íntimos e os empresários da surface to air que bancou a tour dos rapazes por essas bandas. sem comentários…  mas o som é phoda!)

quem tem amigo não morre pagão.

já dizia o ditado da vovó. e escrevo aqui para confirmar. quem tem amigo não morre pagão, não fica duro, não fica sozinho, te escuta, te dá colo, bronca, briga com tigo, e em alguns momentos lhe concede regalias.

como não havia falado do carnaval ainda, lhes digo que o meu foi só sucesso. ou luxo, se os senhores preferirem.

fui convidado por um amigo para integrar a lista de convidados de um camarote na marquês de sapucaí em fevereiro último. serei breve nas palavras, e exagerado nas imagens. podem deixar.

informo apenas, que todo o meu discurso político caiu por terra (não totalmente, é lógico! porque queria aproveitar, não ficar com culpas) quando fui recebido com uma bandeja de limpas taças e um espumante geladinho naquele calor senegalês, e percebi que estava no melhor lugar da avenida.

ah?! e outra coisa, o espetáculo é lindo demais!!!! é empolgante… há momentos que os garçons ficavam nos cutucando com a bandeja cheia de acepipes modernosos, outros com wiskes e drinkes elaborados. mas nossos olhos ficavam paralisados com tamanha criatividade e magnitude do carnaval que passava a poucos metros a nossa frente.

a empolgação é tamanha, que por vezes dá vontade de descer e cair no samba com a escola que passa. é bom estar lá, no confortão. mas aquelas baterias, verdadeiras orquestras, mexe com o mais frio e duro europeu não vai mexer no cara que é nativo? impossível.

o que posso dizer: quem tem amigo não morre pagão e não vê o carnaval pela televisão.

como prometido, as imagens:

momento twitter.

  • @sabão? tais araújo, ops, helena acaba de dar um modesto tapa na cara do vovô garoto josé mayer. foi bem fraco. nem tirou a maquiagem…
  • @sabão? caso isabella nardoni. expectativa para o veredicto. (copiado do globo news).
  • @sabão? que calor né?
  • @sabão? ai ai
  • @sabão? o bush tá com nojo do haiti. pra que qui foi então?!?!?!
  • @sabão? ai
  • @sabão? ui
  • @sabão? ui ui

cara. o twitter é um saco né?!?!?!

aqui no brasil com a tarifa de telefonia móvel sendo a 2ª mais cara do mundo, fica difícil, com exceção dos viciados e os bem economicamente equipado$, acompanhar a chatice do twitter.

fui a uma palestra no jornal o globo, não lembro o tema please, a qual o escritor joão paulo cuenca falava que estava em uma mesa redonda sobre um livro seu, quando derrepente, ao ver os micro posts em seu aparelho celular tinha a informação da morte do michael jackson. onde, bancando o espírito de porco comunicou o falecimento do rei do pop a sua platéia.

tá tudo bem, informações on line, on time e full time, como já disse aquele jornal. mas é muito chato aquilo tudo… uma tempestade de desabafos corriqueiros que sinceramente dá sono. e eu lá quero saber se a preta gil tá escovando os dentes ou testando uma tintura nova em um salão de ipanema?

tenho uma conta, ou seria microblog, no twitter. mas como me conhecem bem, gosto de verdade dos textos longos, análises, questionamentos e, digamos, escrever bastante, muito mesmo. quase uma tese. e definitivamente, no twitter não dá. pois de acordo com as regras, lá nós estamos limitados aos 140 caracteres.

mas o passarinho azul mais famoso da grande rede exerce sua função social. a ONU, os jornais e revistas mais importantes do mundo, presidentes, artistas descolados, e uma penca de pessoas interessantes estão teclando até 140 letrinhas por micro post. mantendo nós, seres sedentos por novidades e informações, antenados e ligados nos últimos acontecimentos dos quatro cantos do grande globo.

assim. faço as pases com esse tal de twitter se as operadoras de celular reduzirem as tarifas para o chamado serviço 3G, e de uma vez por todas a tecnologia seja acessível a todos residentes do lado de cá do equador.

pode ser incoerência, mas tô pensando em um twitter para o sabão?

domingão.

não. não falarei do quase ex gordo faustão, aquele que nos perturba todo fim de tarde do complicado dia, véspera da segunda-feira. meu breve relato neste post, é sobre a beleza de surpresa que  tive no último domingo ao entrar na praça  da apoteose e ver várias pessoas simplesmente felizes.

tô falando do show do coldplay, você pode ver algumas fotos no post abaixo, que simplesmente emocionou toda a platéia com um espetáculo cheio de efeitos.

em algumas músicas, principalmente as mais conhecidas (ó. minha história com o coldplay não é daquele cara que compra bandana com o nome da banda e fica na porta de hotel para ver o vocalista sair do quarto e ir no banheiro escovar o cabelo. tenho apenas um cd, confesso. que na verdade, foi o suficiente para definir os meninos da melhor maneira possível e tornar-me fã, não de carteirinha. apenas fã. contudo, não guardo nome de nenhuma música) via-se a galera com brilho nos olhos. e por vezes deixando a lágrima escorrer sobre o rosto. 

foi a vibe mais simpática já apreciada por este que vos escrevem. não houve um momento tenso naquele enorme metro quadrado. e olha que estava lotado… staff organizado, milhares de banheiros químicos, podia tranquilamente tirar a água do joelho e voltar para seu lugar normalmente. sem aquele drama lotérico de pensar em mijar nas calças para não perder o seu melhor ângulo encontrado para ver os artistas. tudo na paz, muita paz.

o show propriamente dito: lotado dos bons rits da banda, o som estava excelente, efeitos especiais bacanérrimos (o papel picado em formato de borboleta causou frisson nos presentes), mesmo com a chuva, permitam-me a repetição, todos estavam felizes.

ocorrido no palco do maior espetáculo a céu aberto do planeta, a apresentação do coldplay tinha tudo para micar. a chuva deu poucas tréguas, o ano burocrático tinha acabado de começar, e ver a marquês de sapucaí sendo desmontada do carnaval daria uma tristeza em saber que a festa agora, só ano vem. que nada. foram poucas vezes que vi o coletivo comungando com tanta harmonia. só aqueles caras com guitarras e piano em mãos, pôde espantar a zica do pós festa em uma galera ávida por sorrisos e coisas bacanas.

coldplay foi um presente dado na hora certa. e que presente… pois, é bacana  partilhar a beleza da vida e, de simplesmente viver e ser o que é em sua plenitude.

definitivamente, foi essa a sensação e o sentimento daquela noite.

o post foi meio meladinho né?!

viva o coldplay!!!!!

abaixo, foto do famoso papel picado…

U2.

segue a boataria que o titio bono vox e equipe estarão no brasil em novembro próximo.

no rio, o show rolará na inacessível e desconfortável cidade do rock. lááááááá´na barra da tijuca. preparem o bolso, o aluguel da van, e principalmente as galochas. novembro é calor, eu sei. mas o povo gosta de imitar a gringa e periga apresentar no fatídico terreno da zona oeste alguns caminhões pipa para um possível efeito especial “mamãe eu tô no woodstock”.

tin tin bono!

vão voltar?

o the strokes, bandinha de rock novaiorquina,  que depois do sucesso no início dos 2000, três discos e o total ostracismo deve voltar a gravar em 2010.

um dos integrantes da banda, o nikolai, escreveu em seu twitter que estaria procurando um estúdio por ny para o quinteto começar os novos trabalhos o quanto antes.

amo strokes, tomara que voltem…

 ps.: já perturbei muito meus amigos em reuniões que no final viravam baile. começava com cartola, passava por dee lite, goldie, buena vista social clube, ll col j, roni size, erika badu, luiz gonzaga  e derrepente sorteava uma porrada do strokes para derrubar as caixas de som. amo.

 

 

 

viva o etnocentrismo!!!!

caminho das ínguas, ops, índias da rede globo ganhou o emmy de melhor telenovela na noite de ontem em cerimônia fina no território americano.

pensando cá com meus ácidos botões, constatei que são todos da mesma panela. o país que tradicionalmente “analisa” a cultura alheia a partir da sua, deu um caneco de lata para a novela de outro que fez exatamente a mesma coisa.

e viva o etnocentrismo!!!!!

Ps.: juro, eu não leio a contigo. fiz um google e a primeira foto do evento informado acima é essa.

viradouro.

aproveitando o ensejo, já que estamos falando de niterói.  semana passada, levei uns amigos de minas para um ensaio na escola de samba que representa a cidade sorriso na marquês de sapucaí no dito “maior espetáculo da terra“. tô falando da viradouro.

não irei estender o papo tanto assim. só parei para falar que a GRES Unidos do Viradouro está rachando nossa cara de vergonha.

o samba enredo é confuso, o sistema de som da quandra é péssimo, não há decoração no dito ambiente, contrataram o mesmo vander pires que deixou furo na grande rio ano passado, e a cerveja vendida no local é a pavorosa itaipava ao milionário absurdo de R$3,00 (três reais).

a sorte que estava com turistas, e para eles estar na quadra da viradouro naquela noite era um sonho realizado. porque se não… rum. tava perdido…

esqueci gente…

então. óbvio que não foi apenas a oscar freire e o climão aristocrata do paulistano que ficara marcado em minha mente e no meu caderno de viagens durante a curta temporada naquela terra.

a gama de serviços e novidades culturais impressionam. assim como a criatividade em receber os muitos caixeiros viajantes de toda a parte do mundo.

digo isso, porque minha velha amiga chris brown (mais uma vez ela), residente da terra dos bandeirantes a exatos três anos, amenizou um pouco a acidez nas críticas aquele território depois que localizou um jeito novo de morar no metro quadrado “dos mano e das mina”.

o esquema é o seguinte: uma mansão no bairro pacaembu com inúmeros quartos onde estudantes e profissionais ligados a comunicação, artes, e marqueting, dividem amigávelmente o esquema tipo um flat de luxo. onde todos os serviços, eu disse todos, estão incluídos no pacote que o morador escolhe de acordo com suas necessidades.

lavadeira, faxineira, internet sem fio, tv a cabo, câmeras de segurança e café da manhã estão incluídos no lote desse albergue fino. além da piscina, ventilador de teto e frigobar em cada cômodo completam o conforto em morar nesse “samba esquema novo“.

minha brown, que vivia deprê por aquelas bandas, agora tá até coradinha e mais feliz por conta das regalias e das novas amizades que por lá fizera. que na verdade, configura-se nova família. além é claro, dos inúmeros convitinhos para as festas que o povo, simpáticamente, coloca embaixo da porta do quarto da nêga. ela num quer outra vida…

o lugar é muito bacana mesmo. na noite em que passei lá, por hora, tive a sensação de estar em alguma república moderna de barcelona. tamanho é o improviso organizado (se é que isso existe…), e o contato com várias linguagens de arte por aqueles corredores.

fico feliz por existir algo desse tipo, e mais ainda em saber que nossa gente tá bem tratada e feliz.

abaixo, foto da escrivaninha “padrão” que tem em cada quarto. amei a luminária vermelha…

nós é futil?

tô vendo a reprise do realit show do multishow (é tanto show né?!?!?) chamado nós 3.

pra quem não viu ou não conhece, nós 3 retrata a vida de três melhores amigas “sofredoras” moradoras da zona sul carioca, estudantes da puc-rio,  frequentadoras do baixo gávea e das noites de college rock da casa da matriz, e estagiárias de empresas do nipe (náipe) da sony music.

bilingues, ex-moradoras de cidades do exterior, e muito convictas daquilo que fazem. as meninas toparam ser seguidas por uma câmera e mostrar as alegrias (muitas) e tristezas de serem quem são.

já apresentei essa obra prima de mais um reality da tv a cabo. agora vem aí as minhas constatações:

  1. CHEGA DE REALITY SHOW!!!!! SERÁ QUE É SÓ ISSO QUE OS PRODUTORES SABEM FAZER???? em caixa alta. pois eu tô gritando mesmo;
  2. é latente o comportamento tão peculiar de uma típica menina do rio. ou melhor, da zona sul do rio. que fique bem claro… as garotas tem grana e tudo que querem. vão a todos os lugares, de sushi bar até boteco de esquina degustar cerveja em garrafa, noitadas de rock e de música eletrônica, passam o final de semana em sp só para assistir um show e fazer umas comprinhas. resumo, não tem tempo ruim. nunca;
  3. tirando a peculiaridade comportamental do ítem acima, a série chove no molhado quando quer retratar as crises, anseios e angústias vividas pelas 3. todo o tempo tenho aquela sensação de já ter visto isso tudo em algum lugar. caracteriza o fim de mais essa fórmula copiada da gringa. já tá no piéguismo;
  4. uma passa uns dias na califórnia para visitar o namorado americano, a outra mora sozinha em uma cobertura na gávea, e a outra faz estágio na sony music. não sei se nessa ordem, ou se cada uma tem o que disse ou se isso tudo é de uma só. e mais o quê?;

já tá chato transformar a vida real em espetáculo. acho que não funciona mais, não tem ação. temos ótimos escritores de ficção, roteiristas, novos cineastas, e atores para pôr nas telas histórias que nos emocione e nos faça refletir o mundo de outra maneira.

vendo nós 3, num sei bem qual é a sensação que tenho. mas as vezes, ou quase sempre beira a futilidade. aquilo tudo é real como o projeto do programa propõe, essas garotas simplesmente vivem a vida que elas podem e desejam viver, bacana. mas uma vez que é exposta, periga pessoas como eu, ou você caro leitor, analisar a partir daquilo que vivemos, aprendemos e sofremos no dia-a-dia.

 

oscar freire.

como dito no post abaixo, passei uns dias em são paulo por conta do trabalho. e aproveitando o ensejo, para comemorar mais um niver da minha afilhada linda e rever uns amigos daquela terra.

cara. perdoem-me os nativos, mas ô gente pra gostar de imagem é aquele povo de são paulo. tudo bem que minha estada visual para tecer esse comentário foi a caréssima oscar freire. que ficara levemente salva por ter ido com uma amiga de origem fluminense e com opniões pouco ortodoxas sobre aquela população e seu comportamento. detalhe, ela mora na capital a três anos.

a oscar é bacana. lojas de todo o globo e com todo o tipo de cifras. nota zero para o exagero… R$1050,00 por um jeans da diesel; R$650,00 por uma camiseta do marc jacobs; R$367,50 por um abridor de latas da benedixt (é assim que se escreve?). e pontuação máxima para american apparel e sua filosofia a partir do mercado de consumo e suas cífras reduzidas; para a cavalera pelo atendimento brilhante, pela arara da v.rom, e por ser a única loja naquele logradouro com alguns valores abaixo dos R$100,00 reais em  nova coleção; e a para zoomp. essa última, sofrendo um processo difícil de fecha-não-fecha que nos é favorável quando chegamos até a boca do caixa.

fui em um domingo. então, parte das lojas estavam fechadas. mas deu perfeitamente para se ter uma noção do espírito e das regras daqueles quateirões. se você não comprar nada, como eu, vale o passeio pelas vitrines e aquela típica encarouçada nas vendas. onde podemos olhar de perto peças assinadas pelas grifes mais famosas do mundo.

pensei que seria hostilizado por não fazer parte daquele mundo. a paulistada não assume, mas se amarra em um carioca e suas “virtudes”. é só chegar de bermuda, puxando no erre, e arrastando a velha havaiana que “geral” abre um sorriso. resumo: fui muito bem tratado!!!!

pra não dizer que nada comprei, voltei para casa pela dutra com uma sacola das originais havaianas por mízeros R$9,90 (onde somente na filial da freire achei o meu número do clássico modelo. que no passado todos chamavam de “chinelo de pescador”) e vários brindes conquistados com a conduta simpática deste que vos escrevem e da minha brother .

de água na adidas store a catálogos, latinha, beijinhos e convites para festas. parecia chefe de estado, todos queriam falar com a gente e escutar nossas histórias. foi uma tarde engraçada e de momentos “si sentindo“.

vejam em mais fotos:

arte na calçada.

a calçada do ccbb rio está tomada por obras de arte. anotei o nome do artista que posto as fotos abaixo em um flyer, mas perdi o danado.

prometo voltar lá e informar-lhes com melhor presteza o autor da obra abaixo.

em tempo, fiquei a frente da dita exatos 45 minutos. amo arte brasileira.

hairspray.

como corte da fita inaugural do meu feriadão, na sexta-feira, logo de cara, após um longo seminário no centro da cidade e muito trabalho por telefone, fui com um grupo de amigos assistir ao comentadíssimo musical do miguel falabela.

noite quente de um feriado que prometera ser de sol do início ao fim, pessoas anciosas e felizes, o rio tomado por turistas de toda a parte do globo, e eu aos poucos sendo desintoxicado de uma semana nada fácil.

da fila, já sentíamos o frenesi do público para ver o edson celulari vestido de mulher. não se falava em outra coisa, e de como o falabela traduziria uma peça da broadway que depois virou filme para os palcos brasileiros.

eu. tão por fora disso tudo, estava era muito feliz por estar ali com meus amigos. e ponto final.

acho que a repentina falta de conhecimento que o palco daquele teatro me reservava, tornou mais interessante a bela noite surpresa que teria assim que entregasse meu ingresso e sentasse na poltrona H 26.

após o meu velho questionamento do porque teatro no brasil é tão caro (?), seguido da abertura da peça com mais ou menos uns 20 patrocinadores fui tombado por uma orquestra que posicionava-se abaixo do palco e um belo cenário que suavemente nos transportava para a fictícia cidade onde tudo naquela noite acontecia.

vale o quanto paga (calma senhores, ainda não falo com tanta segurança assim). são exatas 2 horas e 40 minutos de espetáculo (confesso que achei meio fatídico), a qual seu elenco só descansa no intervalo de 15 minutos que a produção sugere no meio da obra.

minha lente sacaneou, fazendo ser impossível observar os detalhes. tirei, lavei com o produto que sempre carrego comigo, mas de nada adiantou. mesmo assim não estragou o brilho de assistir o dito musical.

o cenário, como já disse acima, é muito bacana e criativo, as músicas são bobinhas e perfeitas para virar hit chiclete em sua cabeça. graças que a orquestra instalada para acompanhar as “canções” salva essa parte, e os desafinos dos globais saltitantes integrantes da dita releitura. 

hair spray convence, não sou a barbara heliodora para tecer uma crítica mais, digamos, apurada a partir do que vi até às 23:43H da última sexta. É alegre, divertida, debochada e muito bem feita. É um verdadeiro programão para o fim de semana. E dá orgulho saber que temos profissionais tão competentes a alguns quilômetros da nossa casa.

mas num tem jeito, logo no início aquela gama de logomarcas de patrocinadores piscando em nossos olhos. além do ministério da cultura, lei de incentivo a cultura, rouanet e que tais. ficará  ainda por alguns dias, o velho questionamento já informado: porque teatro no brasil é tão caro?

em tempo. o valor do ingresso na platéia são de “apenas” R$120,00.

 

leblon de novo???

para evitar a fadiga, como dizia aquele carteiro chato do manjaaado chaves, passo batido da nova novela das 20H. ou melhor, a muito que as deixo de ver como os senhores bem sabem. mas, a que está rolando agora no informado horário definitivamente quero ficar bem longe.

vejam porque:

  1. de novo helena? o que o autor papai noel tem com esse nome gente?!?!
  2. de novo no leblon? isso deve ser porque ele mora lá. e de lá não deve sair. bairrista que só…
  3. crises familiares e existenciais;
  4. cada cena com mais de 5 minutos;
  5. aquela atriz que não lembro o nome de novo fazendo o papel da (ex) esposa chata e amargurada;
  6. josé mayer (assim que se escreve?) de novo em papel de vovô garoto;
  7. abertura com bossa nova;
  8. todos, eu disse todos, os personagens moram no leblon e são, no mínimo, de classe média;
  9. o velho e piégas, mas com nomenclatura nova, marketing social. em breve terá algum diretor de clínica de reabilitação dando depoimento-texto sobre determinada doença e/ou vício. no caso dessa telenovela, já percebemos que trabalharão com o “inédito” tema sobre drogas;
  10. já perceberam que o título com a palavra vida sempre está presente nas novelas do já informado autor papai noel? só faço outra pergunta: vida de quem? das madames aristocratas do metro quadrado mais caro do brasil?
  11. valha me deus!

atenção.

olá queridos leitores deste espaço de total utilidade. para provar, que mesmo demorando para responder não deixamos nossos seguidores a ver navio diante dos seus questionamentos, perguntas e curiosidades segue abaixo, resposta dada a indagação do nosso leitor carlos a partir do post do narciso do vik muniz:

Olá Carlos.
então cara.
redundante dizer que gosto muito da obra do Vik. tenho caneca, catálogo, e não perco uma expo se quer quando acontece aqui no rio.
bacana suas constatações. acrescento ainda, que o vik muniz é um fotógrafo formado e artista plástico por paixão. as imagens criadas com materiais orgânicos (chocolate, geléia, poeira, etc) são feitas em uma folha A4, por exemplo. e depois o dito fotografa e as amplia na proporção que mais lhe agrada. normalmente 2, 3 metros. essa do narciso especificamente, foi feita no pátio do seu galpão na zona portuária aqui no rio. ele a montou com sucatas, depois no helicóptero a uma considerável altura e com uma máquina fotográfica poderosa captou as imagens do seu narciso que estampamos no post. maluquice? não. coisa de artista com poder ($$$).  
poder este, que em algum ano que passou o nosso muniz pediu autorização a prefeitura de ny para um amigo aviador sobrevoar o céu da capital da maçã e formar nuvens com aquela fumaça que sai das suas turbinas.

para estampar o alegado, segue imagem da obra nuvens do maluco, ops, artista bacana até dizer chega vik muniz:

Nuvem nuvem, Manhattan (Imagens de nuvens), 2001

Nuvem nuvem, Manhattan (Imagens de nuvens), 2001