hairspray.

como corte da fita inaugural do meu feriadão, na sexta-feira, logo de cara, após um longo seminário no centro da cidade e muito trabalho por telefone, fui com um grupo de amigos assistir ao comentadíssimo musical do miguel falabela.

noite quente de um feriado que prometera ser de sol do início ao fim, pessoas anciosas e felizes, o rio tomado por turistas de toda a parte do globo, e eu aos poucos sendo desintoxicado de uma semana nada fácil.

da fila, já sentíamos o frenesi do público para ver o edson celulari vestido de mulher. não se falava em outra coisa, e de como o falabela traduziria uma peça da broadway que depois virou filme para os palcos brasileiros.

eu. tão por fora disso tudo, estava era muito feliz por estar ali com meus amigos. e ponto final.

acho que a repentina falta de conhecimento que o palco daquele teatro me reservava, tornou mais interessante a bela noite surpresa que teria assim que entregasse meu ingresso e sentasse na poltrona H 26.

após o meu velho questionamento do porque teatro no brasil é tão caro (?), seguido da abertura da peça com mais ou menos uns 20 patrocinadores fui tombado por uma orquestra que posicionava-se abaixo do palco e um belo cenário que suavemente nos transportava para a fictícia cidade onde tudo naquela noite acontecia.

vale o quanto paga (calma senhores, ainda não falo com tanta segurança assim). são exatas 2 horas e 40 minutos de espetáculo (confesso que achei meio fatídico), a qual seu elenco só descansa no intervalo de 15 minutos que a produção sugere no meio da obra.

minha lente sacaneou, fazendo ser impossível observar os detalhes. tirei, lavei com o produto que sempre carrego comigo, mas de nada adiantou. mesmo assim não estragou o brilho de assistir o dito musical.

o cenário, como já disse acima, é muito bacana e criativo, as músicas são bobinhas e perfeitas para virar hit chiclete em sua cabeça. graças que a orquestra instalada para acompanhar as “canções” salva essa parte, e os desafinos dos globais saltitantes integrantes da dita releitura. 

hair spray convence, não sou a barbara heliodora para tecer uma crítica mais, digamos, apurada a partir do que vi até às 23:43H da última sexta. É alegre, divertida, debochada e muito bem feita. É um verdadeiro programão para o fim de semana. E dá orgulho saber que temos profissionais tão competentes a alguns quilômetros da nossa casa.

mas num tem jeito, logo no início aquela gama de logomarcas de patrocinadores piscando em nossos olhos. além do ministério da cultura, lei de incentivo a cultura, rouanet e que tais. ficará  ainda por alguns dias, o velho questionamento já informado: porque teatro no brasil é tão caro?

em tempo. o valor do ingresso na platéia são de “apenas” R$120,00.

 

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