blocos.

é sabido por todos, que com o advento do carnaval de rua a moda do final desta década é passar a festa de momo em terras cariocas. já se foi aquela apurrinhação de viajar para região dos lagos e dar pinta na fila do pão, ou nos engarrafamentos que tinha absurda duração de 8 à 12 horas dependendo do local escolhido pelo sofredor, ops, folião na época.

para este que vos escreve, não faz siquer qualquer diferença. isto porque, sempre achei carvanal em qualquer cidade da região dos lagos um saco. pelos motivos expostos acima e pelos trios elétricos pessoais que a rapaziada gosta (lê-se carros com som nas alturas), pelo acréscimo dos preços, e por exatamente não ter carnaval de rua.

sempre gostei muito de carnaval. no período de decadência do dito em terras fluminenses, confesso que sofria vendo a galera pela tv em verdadeira catarze de alegria nas alas das escolas de samba, nos trios de salvador, ou nos flashs ao vivo das ladeiras de olinda.

já não sofro mais por isso!!!

hoje, faço parte dessa galera que passa carnaval em sua cidade. e que ao invés de ser recebido em outros municípios, recebe os amigos do mundo e do brasil afora para essa atmosfera gostosa que é pular de bloco em bloco, criar fantasias, sair nas escolas de samba especiais e do grupo de acesso (as mais animadas e baratas) , e começar o dia na praia e terminá-lo no terreirão do samba ou na sempre miscelânea que é a nossa querida e velha lapa.

ou seja, programação para todos!!!

só que a discurssão aqui é outra.

já é sabido que o carnaval do rio voltou para ficar e brilhar, e o carioca descobriu ou redescobriu sua forma de brincar o carnaval. na rua, de graça, misturado a várias outras pessoas, e com a irreverência e característica esculhambação só existente e criada pelos nativos dessa região.

legal saber como somos e de que forma nos comportamos.

para chegar de rodeios, digo mais uma vez que a conversa aqui é outra. toda bagunça precisa que uma organização, ou isso é besteira?

o ba f’á fá do momento é o choque de ordem que a nova prefeitura tem interesse em implantar após passar a chave da cidade ao rei momo. choque? ordem? em entrevista ao blog nosso blog tá na rua o secretário da riotur (acho que o cargo dele é esse…), o cara falou falou, mas não disse nada. ah disse sim, só besteira. dando entender que o carnaval da cidade de são sebastião do rio de janeiro cresceu, mas não há verba e soluções para manter a festa confortável e segura para os foliões no ano que estamos.

preocupação.

de um lado, os blocos da zona sul. bairristas como todo e qualquer movimento vindouro daquela região da cidade… que não querem arredar os pés das ruas apertadas e criar soluções relevantes para diminuir o engarrafamnto do trânsito e o rastro de destruição, que todos são contra, mas que todo bloco em área residencial deixa  por onde passa.

fora a falta de banheiros químicos, que o playboy na entrevista já informou que será a mesma reduzida quantidade do ano passado; carrinhos de izopor tirando pedaço da canela do folião; e nenhuma decoraçãozinha pelo menos para celebrar a festa mais aguardada do ano depois do natal e reveillon.

não sei onde e como vai parar o maravilhoso e já conturbado crescimento do carnaval de rua do rio de janeiro. mas os diretores dos blocos e as autoridades tem de criar uma rápida solução para a matéria, na semana retrasada tinham 400 blocos requerendo autorização para desfilar em diversos lugares da cidade. não há banheiro químico que faça o folião que bebe cerveja deixar de mijar na árvore ou na begonha da jardineira da vizinha, ou guardinha suficiente para controlar o tráfego e manter o trânsito em ordem.

não é copiar o que via na tv no carnaval de salvador não, mas o centro da cidade e a lapa são os melhores lugares para concentrar pelo menos os blocos que são criados a cada dia nas esquinas da nossa cidade. fácil acesso para todos, ruas largas, espaço de sobra, concentração da organização, perto de grandes hospitais, quartel da pm, bombeiros e civil. e é o centro histórico do rio de janeiro. conhecido pelas transformações ao longo do tempo e cenário de grandes acontecimentos da história do brasil.

não é circuitão da folia o que tá sendo proposto neste post, é a otimização, o barateamento, e tornar mais prático o acontecimento da festa que continuará com as nossas características mesmo acontecento em um só lugar.

pronto falei.

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