rolamento.

acho que os amigos já devem saber que por motivos laborativos viajo para cidades do interior do meu estado (rj)  pelo menos umas 3 vezes por semana. confesso que nesse período tive a oportunidade de conhecer lugares a 2, 3 horas da minha casa que se não fossem as bananas existentes em cada localidade para descascar, acho que não teria outra oportunidade de conhecê-los.

para provar o dito acima, hoje fui a rio das ostras. cidade da região dos lagos, antes de macaé, e que pelo menos até onde fui, melhor investe com o que é recebido de royalts de petróleo. além do turismo essa é a fonte top em arrecadação na região.

então. aquela coisa de sempre… acordar cedo, vai para rodoviária, pega ônibus com cadeiras apertadas, uma galera da onda que impõe seu som para todos os passageiros (odeio celular com qualquer tipo de rádio. o vilão do momento é o fm), e as pobres crianças…

explico essa parte “pobres crianças”.

no decorrer da viagem, sentou atrás deste que vos escreve (blá, blá, blá, blá, blá… sempre eu) uma garotinha com sua mãe e sua tia. todas muito animadas e contentes.

só que 30 minutos para uma criança que aparentava ter 2 anos é 1 dia. estava tudo muito bem, até que a menina acha de querer descer e passear no corredor do coletivo. a mãe paciente e coerente explicou que não permitia que ela ficasse andando pelo corredor pois estávamos na estrada e o ônibus estava em uma velocidade alta, e ela  poderia cair e se machucar feio.

não no glossário infantil significa sim. logo, começa a guerra. aquela choradeira, canta musiquinha, o festival de chantagens e ameaças, até que a bichinha cansa e para o sossego da viagem de todos pega no sono.

uma hora depois a mesma briga. rola outro convencimento por parte da mãe, e volta o silêncio. exatamente no momento da viagem que todos ficam na sua, olhando a paisagem (nesse caso, da reserva natural de poço das antas), ou tirando aquele cochilo gostoso. e é nesse momento também, que crianças faceiras, animadas e teimosas gostam de aprontar.

com o ônibus a 80 km/h, só escuto assim: “se cair não volta chorando heim?!?”

era a teimosinha da estrela com seu pandeirão de fraldas caminhando no interior do coletivo a caminho do motorista. a mãe meticulosamente deixa a sua filha se arrasar pela primeira vez na vida…

dito e feito.

o motorista teve de dar uma freiada brusca que antecipara a chegada da teimosa no primeiro banco do ônibus catando cavaca. quando a mãe levantou para proceder o socorro o dito acelerou rapidamente trazendo de volta a bicha. dessa vez rolando feito bola de boliche pelo corredor. parecia  cozinheira de buteco passando salsichão na farinha, ela voltou rolando com o braço e pernas esticados.

só não rolou mais porque a mãe, em silencio e vermelha de raiva e nervoso, foi de encontro com o cotoco de teimosia e soltou o clássico VIU, NUM FALEI?!?!

a criança era só olho de tão assustada. ficou muda e soluçando o resto da viagem;

os passageiros. todos conseguiram durmir até o destino final. menos eu e uma senhora que estava no conjunto de poltronas ao lado com a cara dentro da bolsa se escangalhando de rir. e eu rindo daquilo tudo até agora.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s