louca.

tenho uma amiga querida – daquelas que te chama de fofo e ném – que ADORA qualquer coisa de graça… menos injeção na testa. mas se chamá-la pra beber na esquina em pé e não sendo necessário sacar a carteira para rachar a conta com a galera, a dita comparece em peso e na íntegra.

nada demais agradar um amigo com o pagamento de alguma conta no bar, mas ela exagera… ao mesmo tempo, ela rala pra c…., mas exagera na cara de pena, olhos marejados… seu salário é pouco e suado, mas ela (vou repetir tá?)  tem a capachorra capacidade além de exagerar, juntar três meses de salários para viajar a SP e comprar 1 (um) sapato do marc jacobs na meca do luxo daspu, ops, daslu.  chegando lá de helicóptero e tudo. exagera ou não exagera?

acontece que a nossa querida de vida mole viveu um dia de auê. a fera radical ganhou um convite, apenas um, para uma festa “mandrake” no MAM do Rio de Janeiro a qual o convidado retirava o free pass em local secreto divulgado horas antes de começar a farra. ela (tá foda. tô doido pra divulgar o nome da criatura!!!) como uma natural abeira, foi de carona até lá e depois voltou para casa pois tinha de se montar para o evento que mudaria de vez os rumos daquela quarta-feira. que seria mais uma outra qualquer para a ‘pãoduréti” de plantão.

fez escova, maquilagem, passou a calcinha…

pronta e bela, vamos pra festa? sim vamos… de ônibus. é isso mesmo, de ônibus.

produzida, a figura foi da sua casa até o evento maquinando de que forma voltaria para casa, quem pagaria sua bebida – no tal evendo o bar não era open – e quem seria seu melhor amigo desde então. mas, para essa figura de outro mundo, não há tempo ruim…

chegou na festa brilhando e sorrindo pra todo mundo, com o sapatinho marc, sainha da diesel, bolsa  genérica do saara, e blusa da nota 10. em menos de meia hora já estava enturmada com um grupo de rapazes simpáticos que na sua mente imaginavam que eram gays.  música comendo, cabelinho atráz da orelha, copo na mão rolando o complente a cada dois minutos, a risadaria comendo solto… eis queeeeeeee um apagão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

nossa amiga animada, acorda às 11 da manhã na barca voltando para Niterói, numa quinta-feira com o sol comendo o côro de quem desse mole, e com se perguntando: o que aconteceu comigo?

a figura simplesmente apagou, só lembra o momento que na festa ainda estava com mãozinha na cintura só no bate papo com os novos “amigos”. o que houve comigo? como fui parar aqui? será que me fizeram algum mal? são perguntas sem respostas até hoje. só lhes digo que essa maluca NUNCA mais teve o interesse em filar mais nada de ninguém desde então. a coisa ficou tão séria, mas tão séria, ela ficou pirada.  logo que desceu da barca foi direto a delegacia, depois ao IML, hospital, fez exames para detectar doenças venéreas, de sanidade mental, etc. cruzes!

algumas coisas podemos dizer que são certas: a festa para ela acabou, ninguém sabe o que aconteceu naquela noite, nem ela, e c. de bêbada não tem dono.

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